Tratamentos

Aumento de Gémeos

A zona posterior da perna, localizada aos músculos gémeos, pode encontrar-se pouco desenvolvida por carácter constitucional ou raramente ser secundária a lesões nervosas, tais como a Poliomielite. Pode ser unilateral ou bilateral. Em certas pessoas, os músculos da perna não aumentam mesmo com treino com carga. A atrofia dos músculos gémeos leva a que a perna apresente uma forma direita, não torneada e achatada.

O aumento de gémeos pode ser feito como nos glúteos, através de técnicas menos invasivas, tais como infiltração de Ácido Hialurónico ou de gordura. Sendo a técnica igual à descrita anteriormente em Gluteoplastia.

A técnica mais invasiva, mas mais duradoura e previsível, é o aumento dos gémeos com implantes de Silicone. Estes implantes têm a forma do feixe interno ou do feixe externo do músculo gémeo e são colocados na parte superior e posterior da perna, permitindo portanto um aumento desta zona e nunca o aumento da parte inferior da perna. Esta parte inferior apresenta inúmeras estruturas tendinosas, vasculares, ósseas e pouco músculo, o que causaria inúmeras complicações.

Os implantes de gémeos são atualmente de silicone e texturizados, apresentando várias dimensões. São mais resistentes que os mamários, com risco de rotura mínimo e podendo durar toda a vida. Deve ser avaliada a expetativa do paciente em relação ao tamanho, pois existe uma limitação de tamanho, nunca sendo possível grandes aumentos. A simetria de ambas as pernas é também praticamente impossível de se conseguir, sendo de prever discreta assimetria.

Antes da cirurgia devem ser despistadas insuficiência venosa ou linfática e lesão do nervo ciático estando esta cirurgia contraindicada nestes casos pelo risco de agravamento destas patologias.

A cirurgia é realizada sob anestesia epidural, geral ou sedativa. Através de uma incisão de dois centímetros na prega da região posterior do joelho, o implante é colocado debaixo da Aponevrose do músculo gémeo. A zona interna do gémeo é a habitualmente aumentada, a externa mais raramente. É deixado um dreno aspirativo durante vinte e quatro horas e colocada meia elástica, que deverá ser usada cerca de quatro semanas, de modo a diminuir o inchaço da perna e de certo modo a contribuir para a imobilização do implante. Durante os primeiros dias é normal sentir muito desconforto e mesmo dor devido ao estiramento da área e à contratura do músculo, que será tanto maior quanto maior for o implante. Recomenda-se repouso com a perna para cima durante a primeira semana e realizar movimentos de alongamento da perna durante cerca de um mês. Longas caminhadas devem ser evitadas durante quatro semanas e exercício físico intenso que envolva a perna poderá levar até três meses a poder ser realizado. O resultado definitivo obtém-se por volta do quarto mês, altura em que os efeitos da cirurgia sobre a mobilidade ou sensibilidade da perna ficam resolvidos e a cicatriz fica praticamente impercetível na prega.

As complicações são raras se não for usado um tamanho excessivo e se ocorrer uma avaliação pré-operatória correta. O mais comum é em pacientes com pouca gordura na perna, poderem notar o contorno do implante. Raramente ocorre rejeição, infeção ou problemas circulatórios.


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