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Toxina botulínica no verão: sim ou não?

Gostamos do sol, do calor que o acompanha e das promessas que traz consigo de mergulhos no mar, tardes na esplanada e bebidas frescas. Mas ainda que seja nosso amigo, é ao sol que podemos apontar o dedo como o grande responsável pelas rugas. Um estudo recente, realizado junto de cerca de 300 mulheres e publicado na revista Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology, confirma-o e apresenta alguns números. Por exemplo, garante que os raios UV são responsáveis por 80% do envelhecimento cutâneo. E nem as rugas lhe escapam. E, se pensarmos um pouco, confirmamos que é nos meses mais quentes e quando o sol brilha com mais intensidade que aumenta a tendência para franzir o olhar, o que acentua aqueles pequenos sulcos que se começam a desenhar - e alguns já bem decalcados - junto aos olhos e na testa.

Mas nem tudo são más notícias. Há formas de minimizar estes estragos, de os tornar menos visíveis e de tornar mais leve a aparência. E uma das melhores ‘armas’ para o conseguir é a toxina botulínica, mais conhecida como botox, uma toxina produzida por uma bactéria em laboratório e usada há mais de três décadas em diferentes áreas da Medicina, entre as quais a estética, isto depois de se ter descoberto que, ao injetá-la à volta dos olhos, causava uma diminuição nas rugas da pele mais próxima.

Há quem pense que esta é uma substância proibida no verão. Mas é nos meses mais quentes que mais se acentuam as rugas de expressão. E não é o facto de as temperaturas aumentarem ou de ser maior a exposição solar que este tratamento se torna contraindicado.

Mas afinal, como funciona a toxina botulínica? Ao ser injetada nos músculos da face responsáveis por certas rugas, o botox paralisa-os, de forma temporária (entre quatro a seis meses). O resultado traduz-se numa atenuação ou, em certos casos, num desaparecimento das rugas.

Há, no entanto, que pensar antes de usar a toxina botulínica. E se a idade aqui não é grande impedimento, uma vez que não há uma idade específica que defina o início do seu uso, é aconselhável ponderar sobre as áreas a tratar, tudo em função de um resultado esteticamente mais adequado. Quanto aos efeitos secundários, são praticamente inexistentes, isto desde que as doses da toxina sejam as adequadas. E experiente quem a administra.

Simples de aplicar - não há aqui necessidade de uma preparação especial - e rápido (a sua aplicação não leva mais do que cinco minutos), este é um tratamento praticamente indolor, que se realiza com recurso a pequenas injeções. Os cuidados, esses são necessários após a sua aplicação (mais informações na secção Tratamentos), cujo efeito vai gradualmente passando.



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