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Do plastikos à plástica: como a cirurgia estética acompanha a história da humanidade

O fascínio com um corpo e pele perfeita não é um exclusivo dos dias de hoje. E ainda que, há séculos, os tratamentos e cirurgias, ou a facilidade com que a estes se chega, nada tivesse a ver com o que acontece atualmente, a história confirma que a preocupação com a estética pessoal vem dos tempos da antiguidade. De resto, plástica é um termo oriundo do grego plastikos, que significa moldar. Das tribos mais remotas, que esticavam os lóbulos das orelhas ou tatuavam a pele, aos egípcios, a cirurgia plástica sempre ocupou um lugar de destaque nas sociedades.

Ter uma pele lisa e sedosa era o grande objetivo, conseguido através de produtos fáceis de aplicar e até mesmo resistentes à água, como os azeites essenciais ou produtos utilizados para tornar a pele mais clara, que serviam de base para a maquilhagem, já nesta altura essencial sobretudo para as mulheres, mas também para os homens.

Entre os romanos, os cuidados eram semelhantes. Mas, aqui, e ao contrário dos egípcios, que recorriam à plástica sobretudo nos mortos - as múmias eram preparadas usando muitos dos princípios da cirurgia plástica -, as intervenções eram feitas nos vivos, sobretudo para tentar disfarçar cicatrizes nas costas, eliminar o excesso de gordura corporal, corrigir o lábio leporino ou reconstruir mutilações faciais sofridas por legionários ou gladiadores.

Reconstruções que também se faziam na Índia, onde há textos em sânscrito, datados de 600 A.C., que já versam sobre este tema, descrevendo como eram realizados os procedimentos para reconstruir narizes ou orelhas alvos de castigo por crimes cometidos, ou vítimas das muitas batalhas de então.

Foi no tempo de Cláudio Galeno, proeminente médico e filósofo romano, que muito se progrediu nesta área. A obsessão com o corpo permitiu refinar a sofisticação de muitas intervenções, a que apenas os mais abastados tinham acesso e procuradas sobretudo por motivos puramente estéticos.

O passar dos anos não mitigou a preocupação crescente com a imagem corporal, mas permitiu facilitar muitas das intervenções já existentes e viu nascer várias outras. Seja por razões apenas de ordem estética ou por necessidade de tratar lesões ou malformações, a cirurgia e medicina plástica já tem muito que contar. E promete evoluir ainda mais.

 



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